Desembarque na Ilha do Sol
Dia 23 - 30/04/26
Depois do sufoco de ontem para subir a colina, hoje era dia de fazer algo que eu estava bem animado para fazer: pegar um barco até a Isla Del Sol, lugar sagrado para os incas onde se acredita que seus deuses emergiram de dentro do Lago Titica e começaram a civilizacao inca. Ou seja, o berço de uma incrível história e um lugar especial e sagrado para essa civilização.
Depois de umas duas horas de barco, desembarcamos na ilha. Mesmo tomando o dramin que teoricamente não dá sono, cheguei bem cansado e sonolento ao destino. Porém, antes de pensar em tirar uma soneca, Samila e eu fomos ao nosso hostel. Ou melhor, a nossa pousada. Incrivelmente conseguimos quartos individuais por um bom preço e depois de muitos dias de hostel, foi ótimo ter um quarto só para mim. A hospedagem era bem simples, parecia quase inacabada, com várias partes de cimento e tijolos exposta, mas para minha surpresa meu quarto tinha até um aquecedor.
Já Samila, não ficou tão satisfeita com seu quarto já que ele era disposto de uma forma que não tinha vista para o lago. O dono da pousada, muito gentil, ofereceu de trocar o quarto por um outro que tinha vista, mas o banheiro era compartilhado. Feliz com sua troca, deixamos nossas coisas e seguimos para almoçar.
Andamos um pouco pelo povoado, quase um vilarejo e a primeira coisa que se nota é que o lugar é mais habitado por animais do que por pessoas. No caminho procurando por algum restaurante, vimos inúmeros burros, vaquinhas, porcos, ovelhas, cachorros, etc. com poucos minutos de caminhada, vimos todos o vilarejo norte de tão pequeno que é. Paramos enfim para um almoço básico. E decidimos fazer uma pausa para soneca no meu caso.
Acabei dormindo mais do que gostaria, por umas 2 horas. Encontrei com Samila novamente quase pela noite, quando demos mais uma volta pela cidade. Tinha um burrinha amarrado perto de uma praia que Samila apelidou de Titi em homenagem ao lago e sempre que passávamos por ele (que foram muitas vezes, já que o vilarejo é minúsculo) parávamos para fazer um carinho e falar com ele.
Depois disso, paramos para comer algo e nesse ponto percebemos que a comida não seria muito o forte do lugar. Contando no máximo quatro restaurantes, todos muito simples e familiares, as comidas eram sempre as mesmas e bastante sem gosto. De qualquer forma, como virou costume, sacamos o baralho e começamos a jogar carta para passar o tempo. Um dia simples que deu o tom de como é a vida naquela ilhota pacata no meio do centro místico do império inca.
Link das fotos:
https://drive.google.com/drive/folders/1WLlCGWpfDH-IYq2D-kgj_TldvfQBSenI?usp=drive_link

Dados do dia
Trilha deste dia
Saudade Dos Aviões da Panair (Conversando No Bar)
Milton Nascimento, Esperanza Spalding