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TRAVESSIA
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DIA 21 DE 135·La Paz, Bolivia·31 de maio de 2026·🌙·

Dias sem grandes emoções também ensinam

☁️25°C
↑ 8m
2704km do Rio
💧 88%

Dia 21 - 28/04/26

Após as aventuras vividas na estrada da morte e uma noite de sono bem dormida, esse dia foi sobre recuperação, afinal, descansar é uma parte importante da viagem para ter energia para os dias que vêm pela frente.

Pela primeira vez em um bom tempo, estava sozinho novamente: Ajay foi escalar o Huayna Potosí, uma montanha de mais de 6000m de altitude e levaria pelo menos três dias nesse processo, enquanto Samila foi para Copacabana, à beira do Lago Titicaca. Eu, no entanto, queria mais um tempo de descanso e acabei ficando um dia a mais em La Paz.

Esse dia foi um dia sem grandes aventuras e emoções na verdade. Dei mais algumas voltas pela cidade e seus mercados pelo centro e o que eu queria tirar tempo para fazer na verdade era dar um carinho na minha bota, que sofreu no dia anterior e tinha tanta lama que não se via mais a bota e também usar a lavanderia do hostel. Segui então com a missão de consegui materiais para limpar minha bota o melhor que pudesse. Minha ideia foi conseguir lencinhos umedecidos e uma escova de dente. Quando cheguei no hostel, sentei na porta de entrada, com os pés na calçada e comecei o trabalho: primeiro tirar os cadarços e depois comecei a escovar a nota diretamente com a escova para tirar o excesso de terra seca. Uma vez feito isso, a bota ainda estava suja, mas sem blocos grandes de terra pelo menos. Aí, vim com lencinhos umedecidos limpado toda a sujeira mais fina. Ela não ficou nova de novo, mas acho que foi o melhor que deu para fazer nas minhas condições. Mais uma vez, parece pouco, mas é como se eu tivesse pagando uma dívida de gratidão com as minhas botas. Elas que me levam para todos os lugares que quero ir, merecem também o melhor cuidado que eu possa dar. Essa viagem tem sido um aprendizado grande sobre se desprender de possuir bens materiais. Cada vez mais vejo que consigo viver bem com pouco e que tratando bem esse pouco, ele na verdade significa muito para mim.

Depois dessa missão e com as roupas limpas mais uma vez pela noite, fui escrever mais um pouco sobre a viagem até a hora de dormir. No dia seguinte pegaria o meu ônibus também para Copacabana.

Link das fotos:https://drive.google.com/drive/folders/1h6G8DEx-_iMBD-jFqu4zrahNTqcsYnzc?usp=drive_link

Dados do dia

Intensidade
2/10
Energia
30%
Tom emocional
Neutro
Sono
8h

Trilha deste dia

Olha Eu Aqui Oh! Oh! Oh!

Evinha

Spotify
404 palavras

Conversas

Carregando...

← AnteriorFé Cega, Faca AmoladaDia 22 - 29/04/26 Acordei animado às 7 da manhã. Hoje seria o dia de conhecer algo que eu já via em livros de história há mais de quinze anos: o Lago Titicaca, o berço da civilização Inca, onde eles acreditavam que o Sol havia nascido. Segui meu rumo para a rodoviária para uma viagem curta de La Paz para Copacabana (não a nossa!). Foram umas 3-4 horas de viagem tranquilas. Na verdade, o ônibus não foi suficiente: após chegar em um certo ponto foi necessário pegar uma lancha para cruzar o lago em certo ponto, enquanto nosso ônibus iria de balsa para o outro lado. O dia estava muito bonito e a história solar daquele lugar se fez verdadeira enquanto um belo sol me recebia por ali. Falando com Samila, que ainda estava por Copacabana quando cheguei, ela me deu a dica de uma pousada que estava que tinha quartos individuais e preço parecido ao de hostels. Depois de umas três semanas de viagem apenas em hostels, achei justo pegar um quarto individual para ter um pouco mais de conforto também. Quando cheguei, encontrei com ela, que também tinha pedido para eu levar um short que ela havia esquecido...Próximo →Desembarque na Ilha do SolDia 23 - 30/04/26 Depois do sufoco de ontem para subir a colina, hoje era dia de fazer algo que eu estava bem animado para fazer: pegar um barco até a Isla Del Sol, lugar sagrado para os incas onde se acredita que seus deuses emergiram de dentro do Lago Titica e começaram a civilizacao inca. Ou seja, o berço de uma incrível história e um lugar especial e sagrado para essa civilização. Depois de umas duas horas de barco, desembarcamos na ilha. Mesmo tomando o dramin que teoricamente não dá sono, cheguei bem cansado e sonolento ao destino. Porém, antes de pensar em tirar uma soneca, Samila e eu fomos ao nosso hostel. Ou melhor, a nossa pousada. Incrivelmente conseguimos quartos individuais por um bom preço e depois de muitos dias de hostel, foi ótimo ter um quarto só para mim. A hospedagem era bem simples, parecia quase inacabada, com várias partes de cimento e tijolos exposta, mas para minha surpresa meu quarto tinha até um aquecedor. Já Samila, não ficou tão satisfeita com seu quarto já que ele era disposto de uma forma que não tinha vista para o lago. O dono da pousada, muito gentil, ofereceu de...