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TRAVESSIA
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DIA 16 DE 135·Sucre, Bolivia·29 de abril de 2026·🌙·

Acho que o meu negócio é dançar

☁️7°C
↑ 3626m
2330km do Rio
💧 72%

Dia 16 - 23/04/26

Primeiro dia inteiro em Sucre. O que eu não sabia antes de vir é que Sucre também é capital da Bolívia junto com La Paz! Enquanto LaPaz é a sede do governo e abriga dos poderes legislativo e executivo, sendo a capital administrativa, Sucre é a capital judicial e histórica do país. Aqui a cidade já tem uma cara muito mais colonial já que foi muito populada por setores mais conservadores que apoiavam a influência dos espanhóis como parceiros de negócios enquanto La Paz sempre foi mais revoucionária e queria romper vínculos com eles completamente. O dia começou, com o que a esse ponto já havia se transformado num hábito: Ajay e eu procurando um lugar para tomar um bom café. Para nossa sorte, Sucre parece ser tão fã de café como nós dois e aqui não faltaram opções. Tomamos um café em uma padaria que tem uma daquelas máquinas de café enquanto Samila acabou indo para outro café. No final das contas, fomos encontrar com ela já que o lugar que escolheu tinha uma vista de cima incrível da cidade. O próximo destino foi uma das coisas mais legais que há para fazer em Sucre: ver pegadas de dinossauros! Para isso pegamos um ônibus turístico que já estava saindo e não tinha mais lugar, mas isso não ia ficar assim. Temos 3 pessoas boas de barganha aqui e negociamos pagar mais baratos e ir sentados no chão do ônibus! Ao chegar no no sítio arqueológico, o que mais impressiona é que as pegadas não estão no chão e sim num paredão vertical! Como não existiam dinossauros homem aranha para escalar paredes há de se ter uma explicação. E a explicação é que ali, houve o encontro de duas placas tectônicas após os dinossauros passarem por ali, há 60 e muitos milhões de anos atrás e agora as pegadas são verticais. Não só as pegadas mas todos o museu em volta era muito legal e contava com várias réplicas de dinossauros que viviam ali há muitos milhões de anos atrás. Eu fiquei muiot feliz de ter levado meu eu de 5 anos de idade, completamente fascinado por dinossauros para ir ver esse lugar, ele com certeza ficaria maravilhado!Durante o tour, encontramos com Dara, a porto riquenha, novamente. Ela agora vinha com algumas amigas que havia feito mais cedo: Nele, uma menina alemã de 19 anos, Grace (nome ocidentalizado), uma sul coreana de 32 anos e mais duas outras francesas que acabamos não tendo tanto contato e já fizemos planos para o dia mais tarde: nosso hostel teria uma noite de trivia, um quiz onde vários grupos respondem a perguntas de conhecimentos gerais para tentar marcar mais pontos.Na volta, de novo não havia lugares, então dessa vez enquanto Samila conseguiu um assento não sei como, eu e Ajay fomos sentados do lado do motorista, bem no painel do ônibus, de novo um passeio inusitado de ônibus assim como na ida!

Na volta, fomos agora nós seis (eu, Samila, Ajay, Dara, Grace e Nele) almoçar no mercado central de Sucre onde conhecemos um prato típico da cidade: o mondongo: uma carne de panela de porco com um tipo de milho diferentes que estava delicioso. Até o momento, a melhor coisa que comi na Bolívia. Também provamos o refrigerante de Papaya, que na verdade achei que tinha gosto de abacaxi e era super doce.Pela tarde, marcamos com uma guia um tour pela cidade que acabou sendo muito interessante: Primeiro fomos conhecer alguns prédios históricos pela cidade, e a guia nos explicou o que cada um representava. Aqui, para mim é onde Sucre se destaca da última cidade, Potosí. Sua arquitetura é muito bonita e grande parte da cidade é branca e os prédios têm decorações muito bem acabadas. Além disso, a guia nos levou para experimentar os chocolates locais, as frutas do mercado central, para onde acabamos voltando depois do almoço. Ela explicou que na feira existem as "caseras" que são as senhas que têm as tendas dentro do mercado. Em hipótese nenhuma você pode trair sua casera. Se você escolhe uma, compra com ela para o resto da vida, do contrário, as pessoas te julgam e as caseras podem até ser passivo agressivas como você! As frutas estavam ótimas e eu definitivamente estava com saudade de comer frutas já que na viagem praticamente nenhuma se via. Porém, as frutas em Sucre eram extremamente caras. Teve gente que pagou 70 bolivianos por 2 frutas (~45 reais!). Depois a guia nos levou para comer algo que me disse que era tipo um pão de queijo, para o que eu já fiquei com um pé atrás e falei que seria o juiz dessa comparação, o Cuñape. De fato, parece pão de queijo, mas a teztura por dentro é mais massuda, sem tatnas bolhas de ar e o gosto apesar de realmente parecido, é um pouco mais doce. Depois pegamos o ônibus, um nissan velho, assim como todos os outros em Sucre, e fomos ao rosedal da cidade onde a guia falou que os casais vão por ser o lugar romântico da cidade. De lá, fomos conhecer um bairro da cidade que é o mais antigo, onde os espanhóis moravam e portanto com uma arquitetura muito bonita inspirada na Andaluzia. Lá, fomos ao que essencialmente era um boteco no quintal de uma senhora para tomar a bebida fermentada de lá, a Chicha. Você via que era um boteco porque quando entrava, tinha maluco, bêbado, a senhora tentando ajudar os bêbados, um dos quais por algum motivo começou a falar em francês comigo. Fizemos amizade na hora. A chicha é uma bebida bem gostosa, com um gosto forte de fermentação e com certeza aquela senhorinha produzia no fundo do seu quintal, era muito artesanal. Depois disso, a guia nos levou para jogar um jogo típico desses bares: o Sapo. O jogo era bem simples: depois de tomar chicha o suficiente, as pessoas vão para o lado externo do bar e tentam acertar moedas pesadas em buracos em uma estrutura de metal com vários furos e um Sapo no centro. Cada furo vale uma quantidade de pontos dependendo da dificuldade e a boca do sapo dá a vitória imediatamente. Eu claro, tentei mirar na boca do sapo o jogo todo e acabei acertando alguns furos que deram a vitória de virada para nosso time! Depois disso, ainda passamos já voltando por uma praça linda que tinha vista da cidade todo iluminada de cima e fomos de volta ao hostel já que era hora da trivia. No caminho, vi um bar bar que teria aulas grátis de salsa e bachata e fiz meus planos na hora: nessa noite depois do quiz eu sairia para dançar! Afinal, dois dos objetivos dessa viagem são aprender a falar um bom espanhol e aprender a pelo menos desenrolar em alguma dança. No quiz, nossa sorte não foi a mesma, por mais que nosso time tenha ido muito bem, acertando várias das perguntas, mesmo as da história da Bolívia, ficamos em segundo lugar, mas foi um evento muito legal onde todo o nosso grupo estava e nos divertimos muito! Contei para as pessoas do meu plano de sair para dançar mas acho que ninguém acabou animando muito. Fui assim mesmo ao bar fazer a aula e foi MUITO bom! Primeiro o professor ensinava os passos da dança e no primeiro round foi tranquilo, os passos eram fáceis, mas no segundo round ele já ensinou a dar umas giradas que davam um nó no cérebro. Nos intervalos da aula ele colocava as pessoas para dançar e toda hora ele mandava todos trocarem de parceira, o que foi muito legal porque você tenta se adaptar ao estilo de cada pessoa! Assim que a aula acabou, para a minha surpresa, todos os meus amigos apareceram no bar para dançar também! No final das contas passamos a noite toda dançando e foi um dos rolés mais legais de toda a viagem sem dúvida!Voltamos para o hostel lá pelas tantas na alta madrugada e com a sensação de que foi um dia muito bem vivido!

Link das fotos:

https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1UwEK19x8HIy1hNmKs1de8G8_XVg7nxkX

Dados do dia

Intensidade
5/10
Energia
100%
Tom emocional
Leve
Sono
7h

Trilha deste dia

BAILE INoLVIDABLE

Bad Bunny

Spotify
1358 palavras

Conversas

Carregando...

← AnteriorA história viva do dinheiroDia 15 - 22/04/26 Segundo dia em Potosí. O plano hoje era ficar até por volta da hora do almoço e partir para a próxima cidade. Nesse ponto, Ajay e eu descobrimos mais uma coisa em comum: gostamos muito de café! Então todo dia pela manhã, para começar o dia, procurávamos bons cafés pela cidade. O grupo ainda estava se conhecendo e quando Ajay me perguntou quantos anos eu tinha e ele disse 25. Nessa viagem, eu ja ouvi de muitas pessoas que eu pareço ter entre 23 e 25 anos. Acho que o skincare (lavar o rosto com água) está em dia! Mas ao me perguntar o mesmo, falei 34 para ele, mas na verdade ele disse que tem 27. Passei uma vergonha básica enquanto tentava explicar o porquê ele parecia mais velho! Após o papinho furado no café, eu e ele queríamos conhecer a Casa de la Moneda de Potosí enquanto a Samila não se interessou muito. Fomos para lá e quando chegamos descobrimos que na verdade o horário que vimos com tour em inglês tinha sido cancelado e só havia em espanhol. Ajay então resolveu fazer uma trilha enquanto eu fiquei para ver mesmo em espanhol. O...Próximo →Encontros e DespedidasDia 17 - 24/04/26 Segundo dia em Sucre. Essa cidade já me ganhou pela arquitetura, pelo clima, pela beleza, mas principalmente pelos amigos feitos ali. O dia começou como tantos outros: andando pela cidade e procurando cafés. A primeira coisa que precisávamos fazer era garantir nossas passagens para La Paz. Seria um ônibus noturno de 11h de duração então queríamos garantir um ônibus leito de possível e negociar preços o máximo possível. Acabou que conseguimos um quase leito em que o assento não se transformava em uma cama totalmente. É a vida. Andamos tudo de volta para o contarei da cidade (a rodoviária era bem longe para ir andando, coisa de uns 45 minutos). Em Sucre parece haver toda uma subcultura de carros japoneses, o que eu achei incrível. Inclusive, o primeiro táxi que pegamos da rodoviária para o hostel era muito curioso: ele tinha o volante do lado esquerdo, mas o velocímetro do lado direito, com o antigo buraco para o volante também do lado direito. Ou seja, era um carro japonês modificado para a mão ocidental. É possível ver vários e vários carros japoneses de uns 30 anos atrás rodando pelas ruas. Mais que isso: o povo de...