📝Feed🗺️Mapa🎵Música📖Dias💌Seguir
TRAVESSIA
MapaMúsicaObra
DIA 12 DE 135·Uyuni, Bolívia·21 de abril de 2026·

Quando Olha a Onda toca nenhum brasileiro fica parado

☁️14°C
↑ 3992m
2479km do Rio
💧 44%

Dia 12 - 19/04/26

Segundo dia pela rota do Salar do Uyuni. O dia começou às confortáveis 8h. Mesmo assim, o sentimento foi que dormindo de 22h às 7h, tendo 9h de sono o cansaço ainda estava lá. Pelo menos já estava mais bem acordada e sem a adrenalina pré café da manhã do dia anteior.

Minha impressão é que o segundo dia, mesmo tendo sido muito bom, foi um pouco de fazer as coisas que haviam pelo caminho para o Salar, mas que não foram tão impactantes quanto no primeiro dia. A primeira parada foi para conhecer uma formação rochosa conhecida como a Copa do Mundo ou a Cabeça do Diabo, dependendo do ângulo de que se olhava. Em seguida partimos para a rocha do Camelo, que como o nome diz, parecia um camelo. Tentei até escalar para montar no camelo, mas senti que as rochas podiam não aguentar a pressão de alguém fazendo um movimento de barra nelas e deixei para lá. Depois ao perguntar para Pedrito se era possível escalar ele disse que sim, mas que não recomendavam porque alguns turistas já haviam caído de costas ao tentar. Ufa, me livrei dessa. Depois fomos à cidade de Pedra que parecia realmente uma cidade inteira petrificada. Não apenas uma rocha específica, mas um compelxo delas de diferentes tamanhos e formas. Algumas tinham até janelas formadas pela erosão do vento que renderam boas fotos. De lá, fomos para o Cânion da Anaconda. Após uma pequena trilha, chegamos em algo que parecia uma passarela para o nada. Na verdade, no fundo desse cânion, havia um rio que serpenteava fazendo curvas ao seguir seu caminho passando abaixo, por isso o nome de Cânion da Anaconda. Como a altura não era brincadeira, fiquei bem no meio da passarela todo o tempo e já voltei mas que a paisagem era impressionante era. O próximo destino foi os Bofedales de Sora, que são tipo um pântano onde muitas e muitas llamas se alimentam e deixam nescau balls de supresa pelo caminho o dia todo. O que é legal é que foi uma paisagem de muito verde e riachos no meio de um clima seco e desértico. E também, as llamas são muito gente boa, não vi uma cusparada sequer, já devem estar acostumadas com tantos turistas vindo visitar.

A próxima parada foi o Povoado abandonado de Julaca. Lá, um antigo povoado parece ter sido desativado e há até trens antigos que foram deixados lá. O único movimento que havia lá era de comerciantes que tinham suas casinhas para vender produtos aos turistas, como por exemplo a cerveja de quinoa (produto típico dessa região) que tive que provar. Elá é bem doce, mas gostei! Cada uma dessas casas tinha sua própria caixa de som, o que meu lembrou um pouco a competição sonora da Feira de São Crisóvão, o que fez eu me sentir imediatamente em casa, e fomos recebidos ao som de Olha a Onda e os brasileiros já instintivamente já começaram a esboçar uma dancinha! Eu, Cléber e Tahmires aproveitamos para jogar uma partida de sinuca, que inacreditavelmente existia ali, que terminou em empate porque tivemos que ir embora.O último lugar que visitamos foi uma colina com os cactos gigantes, os cardones. Esses, ainda mais impressionantes que os da argentina. Na média deviam ter uns 4 metros de altura e seus espinhos pareciam mais uns canudos do que qualquer coisa.Com isso, fomos à hospedagem, dessa vez mais perto e que para a nossa surpresa, era feita de sal! Um gostinho do que veríamos no Salar no dia seguinte! Link das fotos:

https://drive.google.com/drive/u/0/folders/168-igasNXI5kF7ZonVNtCqOcpVfFHxR7

Dados do dia

Intensidade
4/10
Energia
80%
Tom emocional
Neutro
Sono
9h

Trilha deste dia

SEVEN GOBLINS

Masayoshi Takana

Spotify
602 palavras

Conversas

Carregando...

← AnteriorAlgo entre o Céu e a TerraDia 13 - 20/04/26 Chegou o tão esperado dia! Conhecer esse lugar tão especial que é o Salar do Uyuni. Para isso, acordamos às 4 da manhã e às 4h30 já estávamos colocando as botas impermeáveis para nos proteger da água congelante do Salar. Nesse dia, nem café da manhã tomamos. Saímos antes das 5 para chegar no Salar por volta das 6 e pouco da manhã, com tudo ainda escuro. Nos primeiros dias eu fiquei me perguntando como Pedrito guiava sem poder contar com nenhuma estrada e acho que ele se guia pelas montanhas e pela sua experiêndia de quase 20 anos fazendo isso, mas nesse dia, quando dobramos para dentro do Salar foi a primeira vez que vi ele pegando um GPS. Claro, além de estar escuro, é um espaço aberto numa escala que a gente nem consegue imaginar de tão grande. Lembro do momento em que entramos nesse território e como estava escuro, só dava para enxergar o que a lanterna do carro iluminava à frente e as estrelas. Vi pela primeira vez aquelas formações meio hexagonais que o Salar forma e o nosso grupo correndo sobre elas, agora num novo terreno para o nosso 4x4. Aliás,...Próximo →Areia e Liberdade numa 4x4Dia 11 - 18/04/26 Após uma noite de festa, fui dormir lá pra meia noite para acordar às 4 da manhã do dia seguinte. Já tinha deixado a mochila pré pronta porque não daria muito tempo de arrumar as coisas tendo que acordar tão cedo. A essa altura já estava ficando até mesmo levemente acostumado a acordar tão cedo, já nesse ritmo há alguns dias. Aí começou a primeira adrenalina do dia. O horário marcado era 5h da manhã, mas quando acordei percebi que estava mais frio que eu imaginava que estaria e então tive que abrir minha mochila e o saco a vacuo com meu compartimento de roupas (aliás, excelente para otimizar espaço em mala e mochila) para tirar a roupa térmica de dentro. Esse vácuo é ótimo, mas quando você precisa correr para mexer em mala, especialmente em um horário em que não dá para acender a luz de um quarto compartilhado ele vira um empecilho. A pior parte nem é essa, é ter que bombear o ar para fora de novo quando pegou o que precisava, o que além de tudo, ainda faz um certo barulho. Em resumo: tive que levar todas as minhas coisas abertas para...