Quando Olha a Onda toca nenhum brasileiro fica parado
Dia 12 - 19/04/26
Segundo dia pela rota do Salar do Uyuni. O dia começou às confortáveis 8h. Mesmo assim, o sentimento foi que dormindo de 22h às 7h, tendo 9h de sono o cansaço ainda estava lá. Pelo menos já estava mais bem acordada e sem a adrenalina pré café da manhã do dia anteior.
Minha impressão é que o segundo dia, mesmo tendo sido muito bom, foi um pouco de fazer as coisas que haviam pelo caminho para o Salar, mas que não foram tão impactantes quanto no primeiro dia. A primeira parada foi para conhecer uma formação rochosa conhecida como a Copa do Mundo ou a Cabeça do Diabo, dependendo do ângulo de que se olhava. Em seguida partimos para a rocha do Camelo, que como o nome diz, parecia um camelo. Tentei até escalar para montar no camelo, mas senti que as rochas podiam não aguentar a pressão de alguém fazendo um movimento de barra nelas e deixei para lá. Depois ao perguntar para Pedrito se era possível escalar ele disse que sim, mas que não recomendavam porque alguns turistas já haviam caído de costas ao tentar. Ufa, me livrei dessa. Depois fomos à cidade de Pedra que parecia realmente uma cidade inteira petrificada. Não apenas uma rocha específica, mas um compelxo delas de diferentes tamanhos e formas. Algumas tinham até janelas formadas pela erosão do vento que renderam boas fotos. De lá, fomos para o Cânion da Anaconda. Após uma pequena trilha, chegamos em algo que parecia uma passarela para o nada. Na verdade, no fundo desse cânion, havia um rio que serpenteava fazendo curvas ao seguir seu caminho passando abaixo, por isso o nome de Cânion da Anaconda. Como a altura não era brincadeira, fiquei bem no meio da passarela todo o tempo e já voltei mas que a paisagem era impressionante era. O próximo destino foi os Bofedales de Sora, que são tipo um pântano onde muitas e muitas llamas se alimentam e deixam nescau balls de supresa pelo caminho o dia todo. O que é legal é que foi uma paisagem de muito verde e riachos no meio de um clima seco e desértico. E também, as llamas são muito gente boa, não vi uma cusparada sequer, já devem estar acostumadas com tantos turistas vindo visitar.
A próxima parada foi o Povoado abandonado de Julaca. Lá, um antigo povoado parece ter sido desativado e há até trens antigos que foram deixados lá. O único movimento que havia lá era de comerciantes que tinham suas casinhas para vender produtos aos turistas, como por exemplo a cerveja de quinoa (produto típico dessa região) que tive que provar. Elá é bem doce, mas gostei! Cada uma dessas casas tinha sua própria caixa de som, o que meu lembrou um pouco a competição sonora da Feira de São Crisóvão, o que fez eu me sentir imediatamente em casa, e fomos recebidos ao som de Olha a Onda e os brasileiros já instintivamente já começaram a esboçar uma dancinha! Eu, Cléber e Tahmires aproveitamos para jogar uma partida de sinuca, que inacreditavelmente existia ali, que terminou em empate porque tivemos que ir embora.O último lugar que visitamos foi uma colina com os cactos gigantes, os cardones. Esses, ainda mais impressionantes que os da argentina. Na média deviam ter uns 4 metros de altura e seus espinhos pareciam mais uns canudos do que qualquer coisa.Com isso, fomos à hospedagem, dessa vez mais perto e que para a nossa surpresa, era feita de sal! Um gostinho do que veríamos no Salar no dia seguinte! Link das fotos:
https://drive.google.com/drive/u/0/folders/168-igasNXI5kF7ZonVNtCqOcpVfFHxR7
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Trilha deste dia
SEVEN GOBLINS
Masayoshi Takana