Honduras começa a me ganhar
22/07/26
Mais um dia dedicado a chegar de um lugar a outro. Depois de uma boa dormida, parti para o terminal para pegar o ônibus em direção a Copan. Como o uber do dia anterior parecia gente boa pela conversa que tivemos, combinei com ele de me levar ao terminal no dia seguinte também pelo mesmo preço do uber. Segundo o que tinha conversado com ele e com o segurança no dia anterior, havia ônibus diretos de San Pedro Sula a Copan, então estava contando com isso.
Quando cheguei à rodoviária, ela pareceu muito maior do que no dia anterior, talvez por eu ter chegado à noite e estar tudo escuro ou fechado, mas o que antes parecia um terminal de cidade pequena, hoje parecia um shopping. Talvez eu tenha saído por uma saída diferente. Enfim, fui direto comprar a passagem do meu ônibus e para meu azar, quando cheguei no balcão, o único ônibus direto tinha acabado de partir. O vendedor até tentou me ajudar e ligar para o motorista, mas ele já tinha mesmo saído. Paciência, fui então buscar a segunda melhor alternativa, que pelo que conversei com os vendedores seriam dois ônibus. Foi até meio difícil de entender porque o primeiro ônibus ia para Santa Rosa, e lá eu deveria pegar outro, mas a moça falava para eu descer "en la entrada" (na entrada) e eu ficava sem entender porque eu deveria descer na entrada se ela havia me dito que eu tinha que pegar o bus em Santa Rosa. Fui descobrir mais tarde existe um vilarejo chamado literalmente "La Entrada", então era um lugar em si mesmo, não a entrada de outro. Ao chegar no ônibus vi que não era um ônibus de viagem como os que tenho pegado, mas um pouco maior que uma mini van e menor que um microônibus. Uma mega microvan, talvez. Foi só entrar na máquina que o calor já bateu forte e já comecei a suar instantâneamente. Só estava torcendo para andar logo para que pelo menos batese um ventinho. Apesar disso, uma coisa foi boa pelo menos: peguei o assento do lado do motorista então fui menos apertado do que o resto da galera mais para trás. Minha mochila foi carregada em cima da mega microvan e só torci para ela não cair pela estrada, já que estava presa só por uma cordinha!. De resto, a viagem foi tranquila, só com muitas paradas para gente descer e entrar, mas tudo dentro do esperado. Cheguei a La Entrada, desci e para minha sorte, o próximo ônibus já estava lá então atravessei a estrada pela passarela e já tratei de correr para pegá-lo antes de sair. Mais uma vez, mochila amarrada em cima e pronto para partir. Essa viagem eu fui espremido por uma boa parte lá pelos assentos mais de trás, até que em um determinado ponto da viagem, o motorista viu que ninguém ia sentar no banco da frente e me ofereceu o assento e consegui mais uma vez um bom lugar. Um detalhe curioso é que em várias das paradas, tanto os motoristas quanto os passageiros compravam um suco em saquinhos que achei muito diferente. Parecia ter de vários sabores e até mesmo a água vinha em saquinho. As pessoa meio que sugam o suco como se tivesse tomando um sacolé. Depois de umas boas cinco horas de viagem, cheguei finalmente ao meu primeiro destino em Honduras: Copan Ruínas, quase na fronteria com a Guatemala. De onde o ônibus me deixou, foi só para o hostel que eu havia reservado enquanto tinha internet, na noite anterior. O problema é: esqueci de salvar o mapa da cidade. Ou seja: não sabia para onde deveria ir para achar o hostel. Por sorte a cidade era pequena e então decidi transformar isso numa caça ao tesouro, então andei meio aleatoriamente pela cidade tentando achar, dessa vez munido pelo menos do nome do hostel e também do conhecimento do que a casa era azul (o nome do hostel é Iguana Azul). Depois de alguns minutos caminhando consegui achar! Me instalei, tomei um banho, descansei um pouco e parti para conhecer a cidade. As atrações principais já estavam fechadas ou fechariam em breve, tipo as quatro da tarde, então decidi tirar o dia para andar pela cidade, que por sinal é muito bonitinha, nem esperava. Ela é famosa por ter ruínas maias incríveis, mas ter uma cidadezinha pequena e bonita foi com certeza um bônus. Aproveitei para ir ver o pôr do sol em um lugar que ouvi dizer que era bom, um antigo forte militar no topo de uma colina. O ponto alto dessa visitar foi um cachorro que ficou doido comigo, até pulando em cima para brincar e ficou me seguindo pela parte de fora do forte. A cidadezinha tem aquela estrutura típica de cidade pequena, com uam praça no meio, mas parece ter sido planejada, com quarteirões quadrados iguaizinhos. Uma coisa que me chamou atenção foi o contraste entre Honduras e Nicarágua, meu último país. Enquanto a Nicarágua parece o país mais pobre que conheci até o momento, Honduras já parece ter uma estrutura um pouco melhor, mesmo que também bastante básica. Por algum motivo, eu achei que seria países parecidos nesse aspecto, mas me parece que há um abismo entre ambos, me senti bem triste pela Nicarágua nesse aspecto. Uma das coisas que já virou uam tradição para mim na viagem é provar uma cerveja local e tratei de logo fazer isso em uma lojinha de conveniência que encontrei pelo caminho. O dia se encerrou com uma ida a um barzinho por aqui onde pedi umas quesadillas que estavam bem gostosas e também pedi umas paulaners, cerveja alemã que no Brasil é super cara, tipo mais de trinta reais e aqui para minha surpresa total estava por treze reais. Não pensei duas vezes! Foi, no mais, um dia tranquilo tanto de transporte quanto de passeio pela cidade. Tentei ir dormir razoavelmente cedo já que amanhã quero aproveitar para conhecer bastante coisa na cidade, principalmente as ruínas e o santuário de pássaros.
Dados do dia
Trilha deste dia
Facho de Esperança/Momento Infeliz
Reinaldo, Katinguelê, Grupo Fundo de Quintal